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Blog da margamoura


DOS CRIMES EM NOME DE DEUS

 

 


Neste século XXI temos assistido a inúmeros assaltos, ataques, investidas de seres humanos contra seres humanos, sempre em busca de maior território, um pouco mais de petróleo, a satisfação de uma necessidade grande de poder, prestígio, de valor.  De parecer melhor do o que o outro ou de poder mandar um pouco mais ou, simplesmente, de aparecer.  Os exemplos ao longo do mundo são muitos e terríveis, dos campos de concentração nazistas e do napalm sobre o Vietnã, no século passado, às promessas de hoje do governo norte-americano de explodir a Coreia do Norte, se os testes nucleares lá não tiverem fim.

 

Se no campo político essas guerras e atrocidades já nos mantêm com a respiração suspensa, imagine quando se trata de ataques e afrontas em nome de Deus!  A barbárie vivida na Idade Média europeia, com a implantação e a parcialidade dos apóstolos de Deus na Inquisição, é uma das páginas mais vergonhosas da história.  No entanto, antes disso, a gente lê que a expansão do Islã, nos séculos VII e VIII, se deu pelo fanatismo e pela ponta da espada.  Conversões aos milhares.  Os súditos de Maomé invadiam os territórios da Península Arábica, da Síria e do Líbano, da Palestina e do norte da África, aos milhares, em exércitos que pilhavam e rapidamente convertiam legiões.

 

Em 2001, quando as torres gêmeas caíram nos Estados Unidos, sufocadas pelos ataques aéreos coordenados pelos muçulmanos, lembro-me de que Saramago escreveu um artigo triste e estarrecedor, enumerando várias barbáries que tinham acontecido – entre elas, um genocídio aqui e outro lá.  Mas foi interessante a distinção que ele fez a respeito de se invocar o nome de Deus em meio às atrocidades.  Ele disse que tudo isso se fazia em nome do “fator Deus”, “esse que tem intoxicado o pensamento e aberto as portas às intolerâncias mais sórdidas, (...) esse que, depois de presumir ter feito da besta um homem, acabou por fazer do homem uma besta”.  E conclui: “Simplesmente rogo ao leitor que compreenda que, se há Deus, há um só Deus e que, em sua relação com ele, o que menos importa é o nome que lhe ensinaram a dar”.

 

Concordo plenamente.  Não pode ser que o fanatismo cerre os olhos dessas pessoas que pretendem mudarão as ideias dos homens pela tortura e pela morte.  Que não percebem que, se há um Deus misericordioso, ele não pode exigir conversões pela ponta da espada ou pelo calor das fogueiras.

 

O “fator Deus” esse, sim, é capaz de exigir barbaridades dos seres humanos.  Como os Talebã, no Afeganistão, que exigem que as mulheres não saiam de casa, não trabalhem fora, usem meias e luvas, como se um punhado de homens pudesse decidir o que é bom para as mulheres.  Mas isso terá conserto, um dia?

 

MargaMourablogueiraduradoura

Estarei de volta na próxima quarta-feira.  Venha comigo!



Escrito por margamoura às 13h07
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