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Blog da margamoura


VAMO QUE VAMO!

 

 


A cada ano que passa a gente acha que ele está indo mais depressa do que o outro.  E este 2017 não fica atrás: como é possível que estejamos em julho, em pleno segundo semestre?  Não é um desalento você perceber que tem sonhos e mal começa a realizá-los já o ano se prepara para acabar e outro já vem vindo?

 

 Nosso mundo, embora apresente uma série de melhorias em relação ao mundo sociocultural de nossos avós, parece estar mais perigoso.  É só impressão ou ele está, mesmo?  Não se trata de dizer no meu tempo era melhor, porque não acredito nisso. Só a Internet e a facilidade de comunicação entre as pessoas e os grupos já provam que nosso tempo de viver é muito bom.  Por outro lado, espoucam os tiros em cada esquina, mate-se quem puder, tomemos o país vizinho porque lá há mais petróleo do que no nosso, convertamos à força esses pagãos, cortemos as cabeças de quem não nos obedecer.  As mulheres que se vistam decentemente, nada de calças compridas e rosto descoberto – e que usem luvas, também.  O que é isso?

 

Compramos passagens para um giro pela Europa, em agosto.  As balas perdidas nos deixarão voltar sãos e salvos?

 

MargaMourablogueiraduradoura

Estarei de volta na próxima segunda-feira.  Venha comigo!



Escrito por margamoura às 12h36
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QUESTÕES DE GÊNERO – um filme corajoso

 


Ser homem ou ser mulher são papéis criados socialmente.  Biologicamente, a criança nasce com um sexo determinado: é menino ou menina.  Mas o desejo sexual que se manifestará nessa criança pode levá-la a preferir uma pessoa do mesmo sexo que ela. E há, também, a questão da identidade: um menino sente que está num corpo de mulher, uma menina se sente num corpo de homem. Surge, no cenário, a figura do travesti – homossexual que se veste como alguém do sexo oposto, seja de modo passageiro (por exemplo, só à noite), seja de modo definitivo, seja, ainda, transformando seu corpo à semelhança do de outro sexo, por meio de cirurgias, o que o(a) transforma num(a) transexual.

 

Essa realidade sexual que aparece de modo mais claro aos nossos olhos, nos dias que correm, demonstra comportamentos variados, que vinham sendo tratados como tabus e eram pouco explicitados, socialmente.  Com as mudanças introduzidas nas sociedades ocidentais, depois da Segunda Guerra Mundial, comportamentos, desejos, crenças, valores, normas de comportamento, modos de vestir e pentear, tanta coisa aconteceu que se pode dizer que o mundo de nossos avós é hoje completamente diferente do nosso.  Culturalmente, socialmente, sexualmente – nossas opções apresentam características bem diferentes das de tempos passados. 

 

Trago isso à tona para falar sobre o filme brasileiro de Leandra Leal, “Divinas Divas”, que reúne oito dentre as travestis mais famosas do Brasil. A começar por Rogéria, talvez a mais famosa, passando por Divina Valéria, Jane di Castro, Camile K, Fujica de Holliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa – essa última só se vestia de mulher e se maquiava para os espetáculos da noite.  Morreu após a filmagem.

 

Rapazes que se viam em corpos de mulheres tomaram hormônios, deixaram crescer os seios, exterminaram a barba, lançaram mão de perucas vistosas e vestidos bonitos e passaram a se maquiar e a se enfeitar com joias.  Todos elas viraram artistas de teatro de revistas, boates ou cabarés.  Travestis mulheres.

 

Nos anos de 1970, essas mulheres formaram o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia repleta de cinemas e teatros.  Agora, a diretora Leandra Leal as reuniu para uma apresentação no antigo teatro Rival.  E elas falam de seus desempenhos passados, suas ilusões, seus sucessos.

 

Achei bonito o filme e achei interessante esta oportunidade de levantar o véu daquilo que sempre foi escondido de nós, que era tido como obsceno, imoral, tabu, impossível de ser mostrado para moças de família.  E, no entanto, são realidades que estão aí a cada passo, queiramos ou não.  Um fenômeno social deixa de ser encarado como tabu quando é possível falar-se sobre ele, discuti-lo, pesar os prós e os contras, apreciar sua existência e, se quiser, tomar uma posição.  Achei que este filme de Leandra Leal é corajoso, ao trazer à tona um tema de tamanha realidade e seriedade, principalmente neste momento político que atravessamos, em que o debate sobre as questões de gênero, que poderiam informar e esclarecer nossas crianças e jovens, é retirado do currículo e das salas de aula.

 

MargaMourablogueiraduradoura

Estarei de volta na próxima sexta-feira.  Venha comigo!

 



Escrito por margamoura às 10h07
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O CAIS DO VALONGO

 


Deu no jornal El País – o Jornal Global, na Internet, que o Cais do Valongo foi escolhido pela Unesco como patrimônio mundial no Rio, para que não nos esqueçamos dos horrores da escravidão.

 

Era ali que chegavam os escravos negros trazidos da África, lá capturados e aqui vendidos, para trabalharem nas lavouras brasileiras.

 

Representa um ponto físico importante, depois que foi descoberto em escavações recentes feitas no Rio de Janeiro.  Batizado no século XIX como Cais do Valongo, em 1911 ele foi aterrado e agora, cem anos depois, redescoberto.  Refeito e melhorado, tornou-se um ponto precioso da cidade do Rio, para guardar nossa memória.  Ninguém lucra em pretender passar uma borracha no passado, como se nada houvesse acontecido. 

 

O principal porto de entrada de escravos africanos no Brasil, representa a exploração e o sofrimento de milhares de pessoas negras que viviam em liberdade em seus países de origem, trazidas aqui à força, para trabalharem como escravas.  E isso durou trezentos e cinquenta anos.  Que vergonha!

 

MargaMourablogueiraduradoura

Estarei de volta na próxima quarta-feira.  Venha comigo!



Escrito por margamoura às 12h40
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