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Blog da margamoura


LOS OJOS AMARILLOS...

 

 

Acabei de ler um livro de Katherine Pancol, em língua espanhola, vertido do francês.  “Los Ojos Amarillos de los Cocodrilos”, publicado em Madrid, em 2006.  A autora nasceu em Marrocos (Casablanca) e se mudou para Paris com sua família, quando tinha 5 anos. Formou-se em Letras, foi professora e hoje tem vários livros publicados.  Esse, que acabo de ler, foi seu grande sucesso e vendeu mais de um milhão de exemplares na França.

 

A história se desenrola como se fosse uma novela.  Katherine criou personagens consistentes, que desenvolvem seus papéis até o fim.  A mãe, rígida, o padrasto, enrolado, mas simpático, as duas filhas, diferentes uma da outra.  Os netos, os adolescentes, a amiga da mãe, tudo muito bem construído.  Então, a autora vai jogando com essas personagens, mudando das atividades de uns para as histórias de outros, num mesmo capítulo.  E o leitor vai acompanhando com interesse o que irá acontecer com cada uma delas, dado o interesse que a autora desperta, sempre criando um conflito novo.

 

Acho que ela se excede um pouco, quando entra em detalhes de fatos e histórias que não seriam necessários.  De vez em quando, uma das personagens dá uma parada e relembra sua vida anterior, as emoções que teve naquele dia ou as conclusões a que chegou.  Embora me pareçam parágrafos desnecessários, não creio que cheguem a tirar o brilho da trama tecida pela autora.

Gostei e recomendo.  Vou procurar se existe algum outro livro dela.

 

Estarei de volta na próxima segunda-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura

 



Escrito por margamoura às 11h04
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11/01/2017

 

O AQUI-E-AGORA

 

Eu já era adulta quando ouvi falar na importância do “aqui-e-agora” nas coisas do dia-a-dia.  Foi num curso de dinâmica de grupo, desses dos quais participei bastante, nos anos de 1960 e 1970.  Chamados de “cursos de sensibilização”, “socioanálise” ou “relações humanas”, eles estavam na moda e a gente aprendia a lidar melhor com as emoções.  Mais tarde, quando li que “saúde mental é você viver profundamente o momento presente, sem se dividir entre duas ou três coisas diferentes”, eu já tinha compreendido o sentido do “aqui-e-agora”.

 

Não sei se você tem o hábito de se ligar no que está fazendo.  Não sei se já percebeu a importância de viver o momento presente, em vez de se projetar no futuro, que às vezes demora para chegar.  Descobri que não podemos fazer a vida saltar dois ou três dias.  Se a festa que estou esperando ou se o encontro amoroso que adivinho vai chegar daqui a uma semana, não existe como apertar um botão e saltar esses poucos dias que me separam do evento.  Então, um bom exercício de “aqui-e-agora” pode ajudar você a viver bem e a aguentar com êxito o tempo que falta vencer.

Outra reflexão interessante tem a ver, ao mesmo tempo, com a fruição do prazer.  Se o que faço agora não é interessante nem prazenteiro, ponho minhas energias naquele acontecimento que acho que será genial, talvez daqui a duas semanas ou três meses.  Então, “salto” o que tenho pela frente e me projeto, me lanço, nos braços daquele que deverá ser “o momento” de minha vida.  Aí, de novo, é a vivência das tarefas presentes que me dará o alento de que preciso.

 

Viver o “aqui-e-agora” é esforçar-se por se concentrar e envolver-se naquilo que está sendo feito, falado ou expressado naquele momento.  Se estão contando um caso, eu ouço.  Se estamos pondo a mesa para o jantar, concentro-me no que estou fazendo.  Se estou tomando conta de uma criança, esforço-me por entendê-la, por lhe dar atenção, por distrair-me com ela.  E, se são tarefas das quais eu não gosto, este meu esforço por ficar no presente e “não fugir” dele me trará, também, aquela dose de prazer de que eu não me havia percebido.  Colocar prazer no que faço agora é diferente de ansiar pelo prazer que penso que obterei “naquele” determinado evento.

 

Quem planeja demais em relação ao futuro, certamente está saltando alguma etapa – assim como a pessoa que não se desgruda do passado, que já era.  Numa conversa sobre o que acabou de acontecer, quando as pessoas estão expressando-se com vivacidade, introduzir exemplos de vivências feitas lá fora ou no passado é boicotar a emoção que está presente naquele momento.  É verdade que, na maior parte das vezes, nós o fazemos sem perceber, é nosso inconsciente que age.  Mas, com um pouco de atenção e interesse, poderemos vencer essa dificuldade.  Viver a emoção presente.  Expressar a emoção presente.   Não fugir dela, não buscar escapes lá fora, não se aninhar no conto que leu ontem para fugir ao presente.  Mas embrenhar-se nele.  Encontrar nele o prazer que você vinha pondo no evento que ocorrerá daqui a um mês.

 

Você se surpreenderá com as mudanças que ocorrerão em sua atitude, se se dedicar a essa prática.  Mais uma regrinha de comportamento, mais um milagre ou um conselho de tia idosa?  Não, apenas uma sugestão para um novo hábito.

 

Estarei de volta na próxima sexta-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura

 



Escrito por margamoura às 15h50
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