
Nos Estados Unidos, hoje é dia de se fazer silêncio, em homenagem às vítimas do 11 de setembro, aquela terça-feira de 2001 em que foram derrubadas as duas torres gêmeas de Nova York, o que passou para a história como um ataque terrorista covarde e assustador, na primeira vez em que o país foi assaltado de dentro, se não se contar o ataque aos aviões norte-americanos, em Pearl Harbor, na costa do Pacífico, em dezembro de 1941.
Até o ano passado, o presidente era sempre W. Bush, de modo que já quase não fazia diferença se se haviam passado cinco ou sete anos. Mas hoje já se passaram oito anos daquele dia de sofrimento e pela primeira vez a população celebra o dia com presidente novo. Obama disse que não iria a Nova York e que prestaria as homenagens dali mesmo, de Washington. Primeiro, guardou um minuto de silêncio, na Casa Branca, quando a população relembrou o impacto do primeiro avião contra o World Trade Center, e, depois, assistiu a um ato solene, no Pentágono, em memória às pessoas que morreram naquele local.
Em Nova York, o prefeito Michael Bloomberg disse que “enquanto nossos corações se voltam para aqueles que perdemos, também nos lembramos de todos os que, espontaneamente, ajudaram no que puderam e como puderam”. A sessão solene foi feita num local próximo do Marco Zero, como é chamado o terreno em que se encontravam as torres gêmeas.
Falando em 11 de setembro, eu li uma notícia ontem, na Folha, que me chamou a atenção: um ator nascido em Nova York, de nome Charlie Sheen, escreveu um artigo em que relata uma entrevista fictícia com o presidente Barack Obama, em que ele questiona a autoridade máxima a respeito de informações relativas ao 11 de setembro, que não parecem verídicas. Charlie Sheen é hoje um dos atores mais bem pagos da TV norte-americana, responsável pelo programa Two and a Half Men, a série cômica de maior sucesso nos Estados Unidos.
Além de publicar a entrevista fictícia, Sheen apareceu em um vídeo, no youtube, pedindo que Obama fique “do lado correto da história”, reabrindo a investigação dos eventos de 11 de setembro, dizendo que a maioria da comissão de investigação rejeitou, publicamente, a versão oficial do governo. Ele está falando de um relatório apresentado por uma comissão que investigou o 11 de setembro e que afirmou, publicamente, que o governo concordou em não dizer a verdade sobre os fatos.
É muito interessante essa cobrança de Sheen, querendo chamar a atenção do povo norte-americano para a falta de veracidade a respeito de fatos tão importantes como aquele atentado terrorista. Mas nós, do lado de cá dos conflitos, somos obrigados a perguntar a Sheen: e quanto aos outros fatos da história – nós temos as versões verdadeiras? Quanto à guerra do Vietnã, quanto ao papel da CIA na derrubada de Allende, quanto à implantação das ditaduras militares na América do Sul, nos anos de 1960 – você acha que nós temos as informações corretas?
Estarei de volta na próxima sexta-feira. Venha comigo!
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
A chuva caiu com vontade, castigando pessoas, crianças, velhos, casas, automóveis, telhados, morros e praias. A água se apossou da região sudeste do Brasil, varrendo tudo o que encontrava pelo caminho. Até um tornado irrompeu nas regiões de Santa Catarina e Paraná, com direito ainda a uma chuva de granizo no Rio Grande do Sul. Desastres para ninguém botar defeito.
Em São Paulo, os paulistanos sofreram muito, com a subida das águas dos rios Tietê e Pinheiros, alagando completamente alguns setores das marginais. O metrô ficou interrompido por algum tempo, os ônibus demoravam para voltar a passar nos mesmos pontos, algumas linhas de trem não puderam prosseguir, a Estação da Luz foi fechada pelos policiais, porque ali já não cabia mais ninguém. Algumas famílias perderam suas crianças nos desabamentos, em São Paulo e em Osasco. Famílias inteiras ficaram sem suas casas, por conta do tornado, em Santa Catarina e no Paraná. Muitos telhados voaram pelos ares, o mesmo acontecendo com cartazes colocados nas estradas.
Hoje de manhã eu vi o céu completamente cinzento, sem uma única nesga de céu azul. A televisão mostra sem cessar as cenas do sofrimento da população. E a meteorologia continua anunciando mais chuvas para a região sudeste. Fiquei, então, pensando nas mudanças que tem havido em relação ao clima, aqui e no mundo.
Antigamente, a experiência anterior do ser humano servia para lhe dar conhecimento; e esse conhecimento ele aproveitava, inclusive, para fazer previsões de futuro. Era assim no Egito antigo, quando os homens estudavam a subida e a descida da maré, a mudança das fases da lua, a época da semeadura diferente da época da colheita e, depois de observar bastante esses movimentos, estavam em condições de prever quando é que seria a próxima colheita, por exemplo. Construíram calendários e guiavam-se por eles com bastante precisão.
Foi assim, também, conosco. Aprendemos que há quatro estações do ano, que têm a ver com os movimentos de rotação – da Terra em torno de si mesma – e de translação – da Terra em torno do sol. E sabíamos que os meses de chuva, no Brasil, no região Sudeste, pelo menos, eram os meses que vão de setembro a março do ano seguinte; e os de seca eram os meses de abril a agosto de cada ano. Ora, com o clima em transformação, com as mudanças que se dão no meio ambiente, chove atualmente em setembro como se fosse janeiro; e choveu sem parar de abril a agosto de 2009.
Conclusão: se a experiência anterior não servir para o ser humano acumular conhecimento, ele estará sempre adivinhando como será o dia seguinte. Quer dizer, terá a maior dificuldade para predizer o futuro.
Voltarei na sexta-feira. Venha comigo!
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