
Ruy Castro lançou no último dia 11 seu novo livro, “O Leitor Apaixonado – Prazeres à Luz do Abajur”, pela Companhia das Letras, em São Paulo. A organização é de sua esposa, a escritora, contista e cronista Heloísa Seixas, que abre o livro com O Mais Longo Caso de Amor – com a Palavra.
Quase devorei o livro – já passei da metade. Diz Heloísa que a idéia de fazer um livro de textos de Ruy sobre literatura surgiu há muito tempo, assim como escreveu um sobre cinema e outro, sobre música. O que a organizadora fez foi se debruçar sobre as pastas de recortes do marido e escolher as matérias que mais lhe deram prazer. Seus escritos são como suas biografias: uma enorme quantidade de informações, num estilo saboroso e absolutamente próprio. E eu concordo com ela quando diz que “é gostoso ler Ruy Castro”.
Foram selecionados 43 textos, publicados no passado em diferentes jornais e revistas. O próprio autor releu esses artigos e atualizou dados ou reescreveu trechos. Como Ruy Castro leu muito, desde menino, ele foi e é um homem dos livros. É um leitor apaixonado. Mas isso não o impede de também gostar bastante de cinema, música popular e futebol, entre outros. Não se passa uma semana sem que vá a uma livraria ou a um sebo, o que faz com que hoje armazene cerca de vinte mil livros em seu apartamento, no Leblon.
O Leitor Apaixonado é um livro que se lê com prazer. É leve, tem humor e transmite muita informação. Gostei das páginas em que ele falou um pouco de figuras de realce do jornalismo e da literatura, como Oswald de Andrade, Carlos Heitor Cony, Nelson Rodrigues e Paulo Francis. Mas terei aprendido um pouco mais quando chegar ao final do livro, cuja leitura recomendo.
Estarei de volta na próxima segunda-feira. Venha comigo!
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
É interessante o significado do Dia dos Pais. Mesmo sabendo a influência da mídia na celebração da data; e conscientes do poder do comércio na comemoração do dia, os pais e os avós se emocionam num dia como o de hoje, ao serem abraçados por seus filhos e netos. Mesmo suas esposas, que não são as diretamente homenageadas, ficam com os olhos cheios de água quando veem o marido ou o pai de seus filhos serem cumprimentados e abraçados por seus descendentes.
Quem pode, leva a família toda ao restaurante para almoçar. Poupa, assim, a esposa de ir para a cozinha neste dia tão importante. Outras famílias, porém, preferem cozinhar para todos, pois é tão afetivo homenagear-se o dono da casa no Dia dedicado a ele.
A maior parte das famílias compra um presente bom e caro para o pai, considerando que ele realmente "merece" um presente custoso, por tudo o que ele representa para os familiares. Outros, porém, consideram que a data é apenas simbólica e brindam o pai com um presente simples, só para dizer que se lembraram dele.
Duro é querer comemorar a data e não poder, seja porque já se perdeu o pai há muitos anos, seja porque o pai deixou a família, seja porque se separou da mulher e já não visita aquela primeira família. Então, o que seria um domingo de alegria vira um domingo de pesadelo para muita gente, que sente inveja daqueles colegas que podem passar um domingo alegre, em família.
Há aqueles pais que não querem nenhum tipo de comemoração nem de homenagem e, por isso, planejam uma viagem, uma excursão, uma pescaria, para esse domingo. Avessos a serem abraçados pelos filhos e netos e a se emocionarem em público, liquidam qualquer expectativa de cumprimentos, por parte da família, saindo de casa para o fim de semana todo.
Não é fácil lidar com as emoções. Não é fácil facilitar que os homens chorem, porque houve um tempo em que eles eram educados para não chorar. No entanto, o convívio em família produz emoções profundas, desde amores intensos, convívio agradável, camaradagem gostosa, até ódios acumulados, sentimentos de rejeição, arrependimentos que não se expressam. A convivência humana é diária e cheia de sentimentos e emoções. Amamos e detestamos, ao mesmo tempo, embora tenhamos muita dificuldade de reconhecer que o ódio é uma de nossas expressões de sentimentos. Quanto melhor nós nos treinarmos para lidar com esse fluxo de afeto, de amor e ódio, de vontade de chorar, de necessidade de perdoar a si mesmo e perdoar o outro, mais tranquilas e gostosas serão nossas tardes de domingo dos Dias dos Pais.
Estou em Uberlândia. Voltarei ao blog na próxima 6a. feira.
blogqueéquasediário // témerececomentário
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