Saúde física, saúde mental, saúde das plantas, saúde das águas. E quem cuida da saúde das relações?

As relações interpessoais são um dos capítulos mais importantes da nossa vida: crescemos em grupos, trabalhamos em grupos, convivemos socialmente em grupos. E, no entanto, como é difícil nos relacionarmos com as pessoas, sermos gentis e solidários, saber conter nossa impulsividade, ter a coragem de fazer um elogio, admitir que erramos ou pedir perdão pelas nossas falhas! Como esses pequenos gestos nos custam e como adoramos pôr a culpa em alguém!
E por quê? Porque somos indelicados, quando queríamos ser amáveis, autoritários, quando queríamos ser gentis, avarentos, quando queríamos ser generosos? E quanto à autoimagem, então? Achamos que somos o máximo, inteligentes, espertos, ágeis, mansos, colaboradores e, de repente, descobrimos que não somos nada disso, que nossa autoimagem está distorcida, que temos ainda muito por aprender. Não há um único motivo para nos comportarmos desta ou daquela maneira e este espaço é pequeno para tentar explicar toda a complexidade que envolve o comportamento humano. Mas dá para pincelar, pelo menos, algumas dicas para a melhoria das relações interpessoais.
A primeira delas é cada qual tentar se conhecer. Na medida em que a pessoa tem interesse real em se conhecer melhor, ela passa a observar-se e a observar os outros, tentando entender o que se dá nas relações entre as pessoas. Ao receber algumas dicas sobre seu comportamento, ela não se defenderá tanto e prestará atenção ao que lhe dizem. Ao falar menos e dispor-se a ouvir mais, ela estará entrando num mundo bem diferente daquele em que as pessoas falam sem parar, não ouvindo nada do que os outros dizem e, por tabela, apreendendo pouquíssimo do ambiente à sua volta.
A pessoa que se dispõe a conhecer-se melhor fica mais atenta, colhe mais dados do exterior e aumenta suas chances de digeri-los, elaborando internamente o significado das coisas, o que captou numa leitura, a imagem que a impactou naquele filme, as lembranças que determinada música lhe trouxe à mente. Parando para analisar seus sentimentos, ela reflete sobre os fatos e tira suas conclusões. Ao se permitir parar para enfrentar-se, ela poderá se defrontar com algo desagradável, interior, uma coisa muito sua, da qual não gostou. Porém, ao fazê-lo, ela traz para a consciência algo que estava escondido. Como ela estará aprendendo a não se defender, nem das coisas ruins e nem das coisas boas, ela terá dado um grande passo nessa estrada do autoconhecimento. E, ao fazer isso, ela cresce e, com ela, melhora a qualidade de suas relações interpessoais.
Mas isso, evidentemente, é apenas o começo. Há mais por aí por vir.
Estarei de volta na próxima segunda-feira. Venha comigo!
margamourablogadora // escritoraduradoura
É preciso ser-se competente naquilo que se faz, qualquer que seja o trabalho que se realize. No exercício da profissão, por exemplo, é fundamental que as pessoas conheçam o serviço, sejam especialistas nas atividades que realizam, ponham grande dose de atenção na realização do trabalho e sejam capazes de passar adiante aos aprendizes qual a melhor maneira de operar aqueles procedimentos.

Ser competente quando prepara uma refeição ou cuida do assado no forno; ser competente quando realiza uma compra; ser competente nas relações com amigos e familiares; ser competente ao realizar uma cirurgia; ser competente ao elaborar um orçamento.
Bem, nem sempre as pessoas parecem valorizar isso. É comum ler-se no jornal que a equipe de programação errou nos cálculos e, por isso, o governo agora terá que arranjar recursos financeiros para sanar o déficit. Ou que fulana faleceu na mesa da cirurgia, quando se submetia a uma lipoaspiração. Ou que a atendente ficou falando ao telefone com um grande amigo e se esqueceu de dar atenção à chegada de uma cliente. Ou, ainda, que tal prédio ruiu, porque foi mal construído.
As competências se treinam. Se você quer compreender melhor os textos e escrever e falar corretamente, você pode submeter-se a um treinamento específico. Se quer melhorar sua postura frente às relações interpessoais, há cursos de dinâmica de grupo que o ajudarão a treinar seu desempenho em grupo. Se quer incrementar seu vocabulário, poderá dedicar-se a mais leitura. E, se quiser conversar sobre atividades culturais com seus colegas, poderá ir mais vezes ao cinema, ao teatro, às exposições de pintura e escultura, ou convidar amigos para irem com você visitar um museu. Geralmente, quando as pessoas se apoderam do saber desenvolvido por outros povos e culturas, as cabeças se abrem, a compreensão torna-se maior e as informações são processadas pelo cérebro e redundam em conhecimentos.
Ler, viajar, conversar, ir ao cinema, participar de um grupo de estudo, debater temas da atualidade, são formas diversas de desenvolvimento, de aprimoramento do saber, de oportunidades de reflexão. Quando se pensa pela própria cabeça, em vez de simplesmente se repetir o que os outros dizem, as coisas ficam mais claras e a tomada de decisões fica facilitada.
As competências são inúmeras e se treinam. Mas é preciso que você queira realizar seu próprio desenvolvimento, em vez de esperar que outras pessoas digam sempre o que você deve fazer.
Voltarei na próxima sexta-feira. Venha comigo!
margamourablogadora // escritoraduradoura
|
|
||||
|
||||
|
||||