
Já experimentou cumprimentar e se despedir das pessoas, dizendo: “Gosto muito de você?”. Tenho tentado isso ultimamente, com resultados incríveis. É claro que eu não digo se não for verdade. Só funciona quando o outro ou a outra percebe que você não está fingindo, mas dizendo de coração.
O curioso é que nós gostamos de muita gente, mas não temos o hábito de dizer a essas pessoas que nós gostamos delas. O que descobri é que, se a gente gosta, de verdade, é preciso dizê-lo, é necessário dizê-lo. Pela expressão do rosto dos meus amigos e amigas, primeiro, por serem tomados de surpresa, segundo, porque se emocionam com a frase, noto que dizer isso faz um bem muito grande às pessoas – e a nós mesmos.
É falta de hábito, não nos ensinaram a nos comportar assim, não vemos as pessoas habitualmente fazê-lo... e por isso nós nos relacionamos com as pessoas queridas de uma forma pouco pessoal, um tanto distante, quando poderia ser muito mais gostoso e acolhedor o encontro.
Uma de minhas últimas experiências foi com uma grande amiga que veio a falecer. Doente, na cama do hospital, ia visitá-la, pegava em sua mão e lhe sussurrava: “Gosto muito de você. Nós gostamos muito de você, todo mundo te mandou um abraço”. E ela, com dificuldade, tentava sorrir, emocionada.
Faça o teste. Olhe para sua amiga, seu amigo, dê um abraço gostoso e diga: “Você sabia que eu gosto muito de você?” e ficará surpreendido com as consequências: sorriso emocionado, semgraceza pela surpresa, afeto que voltará a você em dobro, até as pessoas à sua volta aprenderem e também começarem a dizer para você, espontaneamente: “Gosto muito de você”.
Experimente!
Voltarei na próxima segunda-feira. Até lá! Venha comigo!
blogqueéquasediário // témerececomentário
Será que Cristina volta, será que ela quer voltar?
Será que vai parar de fazer este calor insuportável e se instalarão uns dias mais frescos?
Será que ele vai perceber que não gosto dele?
Será que se os Estados Unidos saíssem do Iraque seria melhor para a população local?
Será que as pessoas vão descobrir, enfim, que há uma ausência total de retorno na comunicação, do presente recebido, do recado deixado no telefone, do pedido de orçamento feito por e-mail, do cumprimento de aniversário dado com tanto afeto?
Será que os escritores estreantes de mais de 60 anos vão ter vez, um dia, junto às editoras?
Será que esta crise financeira e econômica se arrastará por todo o ano de 2009?
Será que as crianças das escolas públicas brasileiras vão conseguir aprender a ler, escrever, contar, narrar, descrever, relatar e compreender, adequadamente?
Será que na outra encarnação o professor /a professora vai ser um ser feliz?
Será que as populações com etnias diferentes, crenças religiosas desiguais, padrões de comportamento que não coincidem e diferentes aspirações de futuro poderão deixar de matar-se entre si, em nome de Deus, e lograr uma integração minimamente satisfatória aqui na terra?
Será que eu vou ser mais tolerante amanhã?
Será que se ela deixar o marido e vier morar comigo seremos mais felizes?
Será que vou conseguir vencer este medo e esta angústia?
Será que você se importa se eu lhe pedir para me dar um abraço?
Voltarei na próxima sexta-feira. Venha comigo!
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
Voltei a ler os jornais internacionais, no UOL, e reencontrei o Der Spiegel, que não sei onde se havia metido, na mudança de layout que o editor dos jornais internacionais havia feito. Finalmente, dei ali com o jornal alemão de que tanto gosto e pude ler os artigos com atraso, voltando ao mês de janeiro.
O que rola pelo mundo afora? Começando por Israel, há notícias de que se sente um tanto isolado do mundo, seja pela forma agressiva como atacou Gaza, em janeiro do corrente, seja porque o novo presidente e o grupo de liberais e democratas norte-americanos não veem com bons olhos a guinada à direita que Israel está pretendendo, dificultando, assim, a formação de dois Estados, o palestino e o israelense, que parece ser o anseio de uma maioria de povos e de nações.
O Taleban está conquistando uma parte da população do Paquistão, um país dividido entre um tipo de solidariedade oficial e militar em relação aos Estados Unidos, em favor da caçada aos Taleban, e a realidade de uma população que se opõe à caça ao terrorismo, já que, no artigo “Curvando-se para o Taleban”, do Der Spiegel de 24 de fevereiro último, uma frase atribuída a Sufi Mohammed diz que “o verdadeiro islamismo não permite nem eleições nem democracia”.
A questão da água no planeta ocupa de novo as manchetes. Sejam os artigos sobre vir a faltar água em São Paulo, pela ausência de investimentos em reservatórios e pela perda de água em vazamentos, seja na cidade de Quillagua, no Chile, em que, pelo fato de os direitos sobre a água serem propriedade privada e não um recurso público, há pouca fiscalização do governo ou salvaguardas ao meio ambiente. Essa cidade, que figura como “o lugar mais seco” do mundo no Guiness, há trinta e sete anos, viu sua população reduzida a um terço, em duas décadas, porque o rio que a socorria virou um riacho. A água, no Chile, em 1981, nos tempos da ditadura, foi negociada com empresas de exploração e, por isso, ela é levada para outros lugares, num país em que ela já é normalmente escassa.
Notícias dão conta da visita do papa Bento XVI à África: suas falas, a Missa que arregimentou cerca de um milhão de pessoas e o apelo, em Angola, para que os católicos não se deixem contaminar por práticas de feitiçaria, superstições e crença em espíritos, típicas das religiões locais e de cultos neopentecostais, e que busquem trazer para o catolicismo as pessoas que acreditam nessas crenças. Sabe-se que, em Angola, as igrejas protestantes neopentecostais têm crescido nos últimos anos, muitas delas oriundas do Brasil.
As manchetes e os artigos continuam falando sobre a crise financeira e econômica, mas há quem diga que “quanto mais se fala nela, mais se atrai o agravamento da crise”. Ou será que isso também é uma superstição?
Voltarei na próxima 4ª. feira. Venha comigo!
blogqueéquasediário // témerececomentário
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