CHEGOU BARACK OBAMA!

 

Os norte-americanos receberam a chegada do novo presidente com toda a pompa.  Barack Obama tomou posse ontem, é o novo presidente dos Estados Unidos, debaixo de ovação, parada militar, dez bailes para comparecer com a primeira dama, Michelle, e muita alegria.

 

Discursou, prometeu aquilo que pôde, disse que vai recuperar o país, financeira e moralmente.  E, digo eu, um país que se desgastou demais perante os olhos do mundo, ao longo dos últimos oito anos, pelo modo como tratou de todos os problemas que surgiram.  Com fama de esconder os fatos dos olhares estranhos, W. Bush não fez um governo transparente e até mentiu, quando tinha que distorcer os fatos para conseguir o que queria.  Foi assim, logo no início, quando teve de convencer o Congresso de que era preciso invadir o Iraque, por causa das bombas nucleares que aquele país escondia.  E foi muito duro no tratamento dos presos políticos, tanto no Iraque, quanto em Guantánamo.  Partidário de um tipo de administração de uma minoria para uma minoria, mexeu nas leis, ocultou detalhes, transgrediu.  Vamos aguardar para ver quanto disso tudo que se escondeu virá à tona nos quatro anos de governo de Obama.

 

Salomão Schwartzman, na noite de 19 de janeiro, apresentou no Band News uma crônica muito bem humorada, em que se despedia de Bush.  Disse ele que o ex-presidente vai deixar muita saudade.  E que já há quem esteja sentindo falta dele.  "De quem nos vamos rir, agora", perguntou ele.  "E a quem vamos odiar?"  Deu alguns exemplos de gafes de W. Bush, muito criticado por mastigar a gramática inglesa.  São suas pérolas, entre outras: "Estar numa guerra é muito perigoso" ou "Aqueles que entram ilegalmente num país estão contrariando a legislação". 

 

Regozijo-me com o resto do mundo pela mudança.  Meu coração também se enche de esperança.  Que se faça nascer um mundo melhor, já que se trocou o modo de governo do país mais importante do mundo.

 

Bem, leitor, deixo você explorando as novidades desta semana, enquanto saio para uma viagem.  Voltarei na 4ª. feira, dia 28 de janeiro.  Até lá!

 

quealegria,margamoura // vaiserescritoraumdia

MAMÃE, EU QUERO UM GATINHO!

 

(filha, muito contente): Mamãe, olhe a gatinha que eu ganhei.  Não é linda?

(mãe, surpreendida e contrariada): Mas nós não combinamos que desta vez não haveria mais gatos?

(filha, meio sem graça): Bem..., eu não fui atrás, foi a Adriana que me deu.  Posso ficar com ela, mamãe?

 

(demonstrando irritação e começando a falar mais alto): Lúcia, eu pensei que nossa conversa tivesse sido muito clara!  Nós estamos cheias de problemas aqui em casa e o último gato deu mais trabalho do que o necessário.  Vamos!  Devolva a gata para Adriana e não me deixe mais nervosa do que já estou, OK?

 

Irritação típica de mãe que já tem problemas e não está a fim de ser carinhosa com a filha.  E ponto. Há variações nesse tipo de expressão, em que a mãe acaba gritando e a filha sai de cena chorando.

 

(controlando-se para ser agradável): Eu pensei que você tivesse compreendido, filha, quando eu disse que o último gato deu muito aborrecimento...  Você não podia recusar o presente da Adriana e explicar-lhe que nós não queremos gato agora aqui em casa? 

(Lúcia, tentando ser compreensiva): Sim, nós conversamos.  Mas é que ela me pegou de surpresa... a gata é tão bonitinha...  Não dá para ficarmos com ela?

(mãe, suspirando): Veja, nós estamos de mudança, temos tanta coisa para preparar... Por que você não espera mais alguns meses, até passar este estresse que vem vindo por aí?  Além do mais, o dinheiro anda curto e você se lembra o quanto gastamos no veterinário, da última vez...

(filha, suspirando e olhando pela última vez para a gata): É, acho que você tem razão.  Eu vou devolvê-la para a Adriana.  A Michiko também queria muito essa gata...

 

Há outras saídas e outros modos de conversar.  A mãe poderia, por exemplo, voltar atrás e admitir que a filha ficasse com a gata.  Mas o que chama minha atenção é nosso descontrole emocional.  A primeira postura da mãe é infinitamente mais comum do que a segunda.  Por que será?  Será porque estamos sempre irritados e nervosos e precisamos de uma gota d'água para desancar no primeiro que aparecer?  Ou porque é mais fácil ser irritadiço e malcriado do que ser atencioso e demonstrar carinho?  Acho que é porque não temos nenhum treino, nenhuma educação, para controlar os sentimentos, lidar bem com as emoções.  A escola não ensinou.

E você, como procederia se fosse a mãe?

 

 

Estarei de volta na próxima 4ª. feira.  Até lá!

 

quealegria,margamoura // vaiserescritoraumdia




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