Para qualquer lado que você se vire, fala-se em crise e isso tende a deixar as pessoas angustiadas. Principalmente, porque falta de dinheiro é sinônimo de perda de emprego e, diminuindo os empregos à nossa volta, aumenta o número de famílias passando fome. Uma sociedade mais pobre tende a ver ampliar-se o número de ladrões e assaltantes, que também se esforçam por continuar vivendo. E, assim, feito uma bola de neve, aumenta a opressão e a angústia das pessoas, no dia-a-dia.
Por outro lado, é preciso lembrar que a sociedade sempre conviveu com problemas agudos. Cada geração em sua época, cada conflito em seu tempo, não há notícias de uma sociedade estável, vivendo tranquila, todos confortavelmente instalados e sem problemas. O historiador McNall Burns relata que, há cinco mil anos, no antigo Egito, havia os ricos, em residências suntuosas, e os muito pobres, em moradias que hoje chamamos de favelas. É de arrepiar, quando se pensa que, ao longo desses séculos todos, os homens não conseguiram resolver esse problema básico de distribuição equitativa da renda.
Artigo de hoje na Folha de São Paulo relata que aumentou muito, nos Estados Unidos, o número de pessoas que telefonam para o serviço de atendimento ao suicida (o equivalente ao nosso CVV), pedindo ajuda. E, se antes era por questões de amor ou de doença, hoje são, basicamente, porque perderam o emprego e estão na maior crise financeira. O articulista ressalta que os angustiados já não encontram, nas pessoas à sua volta, o conforto emocional de antigamente, porque também elas se encheram de problemas.
A História tem mostrado que as dificuldades vêm e vão, deixando atrás de si um rastro de sofrimento. Foi assim na Grande Depressão, em 1929, quando os bancos quebraram e o dinheiro e os empregos sumiram da praça. Mas os governos intervieram, as empresas voltaram a se fortalecer, os bancos se recuperaram. É preciso um pouco de paciência e não se desesperar. Os dias melhores hão de voltar.
É muito triste olhar à sua volta e ver que nossos governantes, de um modo geral, fazem pouco pelo nosso povo. Mas também é verdade que, se você olhar bem, verá que muita coisa mudou no cenário nacional e tem havido coisas boas. Por exemplo, a ditadura militar, que começou no Brasil em 1964, já passou e deu lugar ao desenvolvimento. A sociedade civil, hoje, está muito mais organizada do que há algumas décadas - e isso é muito positivo. Então, antes de você falar mal do Brasil e dos governantes de hoje, busque um pouco da história passada, das décadas do século XX, e veja quanta coisa mudou. E para melhor! Não acredito que o suicídio possa ser uma solução, nem de longe!
Estarei de volta na próxima segunda-feira. Venha comigo!
quealegria,margamoura // vaiserescritoraumdia
Minha cara Mê,

Prazer grande em vê-la aqui no meu blog -- e tão receptiva!
Blog é uma coisa boa e você também deve providenciar o seu. Escreve quantas vezes quiser, por semana, e sobre o que quiser, também. Mas, depois, tem que sair divulgando que o blog existe, o que nem sempre é fácil.
Estimo que você consiga uma assessoria legal e comece o seu, logo. Vale a pena!
Um grande abraço,
margamouraescritora
Desde o último 27 de dezembro, os conflitos entre israelenses e palestinos se agravaram, com os ataques de Israel na faixa de Gaza, que, dizem os israelenses, são em retaliação aos bombardeios iniciados pelos palestinos.
Importa, realmente, saber quem começou essa guerra insana, quem foi o primeiro a atirar, quem tomou a iniciativa e quem foi que estava apenas revidando?

Não. No processo que já se estabeleceu há tantas décadas, os ataques e as defensivas se misturam, resultando num mar de sangue sem fim, carregando inocentes e culpados, sábios e ingênuos, onipotentes e frágeis, de enfiada, sem que se saiba de que se está morrendo, quando explode um caminhão-tanque ao lado, ou sabendo que escolheu morrer, quando se detona uma bomba amarrada na cintura.
O que importa é saber qual dos dois lados detém o maior poder. E o que, em nome do poder, se poderá fazer para interromper essa trajetória de sangue.
É evidente que o maior poder está do lado de Israel, desde que o assalto à terra Palestina começou, em fins do século XIX. Poder de organização, poder de dinheiro, poder de armas, poder de mobilidade, poder de comunicação, poder de tecnologia de ponta. Foi sempre assim, desde o início. Os árabes / palestinos / muçulmanos também dispõem de poder, como as forças do Hamas têm demonstrado nos últimos meses. E, acima de tudo, ambos dispõem de um poderio muito grande: o de disseminar entre seus clãs o ódio ao inimigo e o de ensinar esse ódio às crianças. Nisso são peritos.
O Süddeutsche Zeitung, um jornal alemão de centro-esquerda, é de opinião de que o assalto israelense, no último 27 de dezembro, apenas ressalta a impotência de Israel, que poderia trocar esses ataques sanguinários por estratégias de cooptação dos grupos islâmicos radicais, como fez com a Brigada Al Aqsa e deu certo. (Del Spíegel, UOL, 30/12/2008). E Clóvis Rossi, escrevendo na Folha de São Paulo, em 28/12/08, diz que é difícil encontrar saídas para esse conflito porque os dois lados pensam com o fígado e com os respectivos livros sagrados à mão - embora o autor do artigo não tenha nada contra as religiões.
É isso aí. Se pensassem com a cabeça e dispusessem de um pouco de ternura em seus corações, haveriam de encontrar inúmeras saídas para o conflito, que não fosse esse mar de sangue. Mas faltam as lideranças que poderiam aproximar esses grupos e levá-los a atenuar seus ódios. Enquanto isso não acontece, sofremos todos com as conseqüências de seus atos.
Estarei de volta na próxima sexta-feira. Até lá!
que alegria! margamoura // seráumdiaescritora

Estou de volta, para mais um ano de artigos, poesias, crônicas e comentários neste blog, que é meu espaço favorito, onde me comunico com você, leitor, onde expresso meus sentimentos, meus desejos, meus pressentimentos, e compartilho com você as coisas que tenho lido e vivido, ou visto no cinema e assistido no teatro.
Ano Novo! Vida Nova! Quem é que não aproveita o Ano Novo para fazer novas promessas, para jurar que largará de fumar, para empenhar-se em perder aqueles "pneuzinhos", que terminará de vez com aquele namoro que não vai nem vem - e coisas por estilo? Pois agora é a hora: parar para um exame de consciência, olhar-se por dentro e encher-se de bons propósitos.
2009 chega com algumas vantagens: por exemplo, nos Estados Unidos, os oito anos de supremacia de W. Bush serão trocados pelo início de governo de Obama, um ex-senador cheio de boa vontade e de desejo de acertar. Embora se saiba que nenhum homem governa sozinho, pois está sempre preso a um determinado sistema geopolítico, econômico e sociocultural que o elegeu e é onde ele vive, a alteração de pessoa no governo costuma influir, principalmente quando se muda de um republicano para um democrata, com valores, crenças, normas de conduta e visões de homem-mundo diferentes dos de seu antecessor.
Mas 2009 chega com algumas desvantagens: a crise financeira que se anunciava já nos últimos dois anos, desabou com tudo em setembro de 2008, fazendo rodar riquezas, dinheiros acumulados, lucros nas Bolsas de Valores e muitos empregos pelo mundo afora, deixando muita gente desesperada e sem saber como viverá os próximos meses. Diz-se que 2009 não será um ano fácil, que a crise pretende continuar, que haverá muita dor de cabeça.
No plano coletivo, é verdade, haverá muito sufoco. No plano individual e de pequenos grupos, a solidariedade terá que ser reforçada, a noção de "sacrifício" terá que ser assimilada e muita concessão precisará ser feita para se atravessar o mau pedaço. Por outro lado, talvez tudo não seja tão ruim assim, principalmente quando se lê na revista Semana, de 31 de dezembro de 2008, que se vendem duas bonecas Barbie por minuto, no mundo todo, esse objeto de luxo e de fetiche, que completará 50 anos de vida em 2009... Se, ao menos, a crise financeira nos ensinasse a não viver tanto em função da sociedade capitalista de consumo! Mas isso é imaginação e delírio, é claro!Um bom ano de 2009 para você, leitor, que me acompanha todas as semanas.
Um bom ano de 2009 para você, leitor, que me acompanha todas as semanas.
Estarei de volta na próxima 4ª. feira. Até lá!
margamoura, quealegria // querserescritoraumdia
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