Gente! Olhe só que interessante o que achei em um livro sobre a Revolução de 1930 no Brasil.
Diz o texto que o Partido Comunista Brasileiro (estamos nos anos de 1920, que precederam a Revolução) está tentando criar uma frente única dos trabalhadores. O custo de vida é a questão central das reivindicações, que afeta as classes laboriosas em geral. Os interesses e aspirações eram os seguintes:
“A carestia dos gêneros, a crise de habitações, a falta de trabalho, a inflação, a baixa cambial, a política escorchadora dos impostos federais, estaduais e municipais, toda sorte de agravantes pesando principalmente sobre os pobres, tudo isso cria uma base comum de interesses que o bom senso indica deverem ser defendidos pelo esforço comum dos interessados”. (Revolução de 1930 – a dominação oculta, Ítalo Tronca, Brasiliense, [1982], 2004).
Esse texto não poderia ter sido escrito hoje?
Lembram-se quando eu disse, há poucas semanas, que minha avó comentava que os tempos, entra ano, sai ano, eram todos iguais?
*******************
Semana Santa. Sexta-Feira Santa. Páscoa.
Seguidores da tradição judaico-cristã, hoje celebramos a Páscoa na mesma época em que o povo judeu.
Feliz Páscoa a todos os leitores e voltarei na segunda-feira, com mais sobre os mesmos temas. Um abraço,
margamoura
Sérgio Dávila escreve hoje, de Washington, para a Folha de São Paulo, relembrando o que aconteceu há exatos cinco anos: a invasão do Iraque, no Oriente Médio, pelas forças de coalizão, chefiadas pelos norte-americanos. Diz ele que Donald Rumsfeld, então Secretário da Defesa dos Estados Unidos, estimara que a guerra poderia durar seis dias ou seis semanas, mas que jamais passaria de seis meses.
Ledo engano! Como ele foi um dos organizadores da invasão do Iraque, orquestrada por Bush e sua cúpula de poder, ou o Secretário estava se baseando na Guerra do Golfo, que realmente fora decidida em pouco tempo, ou estava sendo otimista demais, “querendo” que a guerra durasse pouco. De seis dias foi outra guerra, aquela de 1967, que os árabes tramaram contra Israel e, depois, não agüentaram o tranco, tendo saído do campo de batalha ao final de uma semana, desmoralizados e sem uma parte dos territórios que eram seus, por direito, de acordo com a partilha da ONU de 1948.
E agora, como fazer para recuperar o terreno perdido? Refiro-me ao povo do Iraque, mas a frase valeria também para os palestinos, em Israel, que até hoje estão “entalados”, numa situação aparentemente sem saída. Como expulsar os norte-americanos e reconstruir sua vida própria, com sua cultura, suas leis, seus costumes? Ou não é possível ao país viver sem as forças de coalizão, agora que está tudo praticamente destruído e será preciso recomeçar a vida do zero? Agora que já morreram milhares de civis e militares, iraquianos e britânicos, norte-americanos, sunitas, xiitas, curdos, crianças, mulheres e velhos? E agora, o que fazer?
Obama, candidato democrata à eleição dos Estados Unidos, gostaria de retirar as tropas de lá em sessenta dias e Hillary, a candidata também democrata, desejaria escalonar a saída das tropas de lá até janeiro de 2009. Já o candidato republicano, McCain, disse que o povo norte-americano não está preocupado com o tempo em que os soldados permanecerão no Iraque. Como está enganado! Por que diz isso? Só para ser diferente dos candidatos democratas?
W. Bush está de saída do governo. Sabe que fez uma grande besteira, ao iniciar essa guerra, mas não dá o braço a torcer. Nem poderia. Com os índices de popularidade lá em baixo, vai fazer o quê? Parece que, para não ficar sem nada a dizer, continua falando que é preciso invadir o Irã...
Até sexta-feira e um abraço,
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
Olá, Toni e Gigi,
Fico contente ao vê-los no meu blog.
Não, Toni, não conheço este livro que você mencionou. Vou informar-me melhor sobre ele.
Gigi, este tema das células-tronco é um senhor exemplo de como nossas crenças, valores e sentimentos (que não são individuais, mas de pequenos e grandes grupos) podem nortear nossas ações do dia-a-dia e nos levar a tomar posições contra ou a favor dos temas. É incrível como a gente pode parar de pensar, usar a cabeça, raciocinar sobre as propostas, e deixar-se guiar pelo que vem do coração, valores e crenças muitas vezes impostos a nós por nossos antepassados, sem que possamos ter a coragem de dizer não a elas.
Um abraço,
margamourablogadora
Ontem estive lendo a revista The Economist, de 24 de novembro de 2007, que estampou Bush na capa, com a manchete: “Mr. Palestine, The only man who could make it happen”. Referia-se ao encontro que ia haver nos Estados Unidos, presidido por Bush, com a ajuda preciosa da senhorita Rice, numa tentativa de aproximar palestinos e israelenses, mais uma vez, em busca de um acordo.
Acompanhei isso só de longe. O que li, na época, era que se esperava muito pouco desse encontro, tal a distância psicológica e emocional que separa os contendores e a aparente má-vontade em ceder pontos, territórios, argumentos, reconhecimento de culpas, em favor do outro. Condoleezza Rice havia estado diversas vezes no Oriente Médio, preparando este super encontro de Annapolis, e a intenção era envolver nas negociações também outros líderes árabes, além de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina.
Bem, tanto o artigo que li na revista como o que consultei depois, na Internet, esperavam muito pouco do encontro. Bush poderia fazer um discurso retumbante e apresentar propostas com pontos capitais para serem cumpridos por ambas as partes. Mas já se sabia que ele não faria isso.
Recentemente, a gente sabe pelos jornais, recrudesceram os conflitos entre os dois países, com Israel e o Hamas (grupo armado palestino) medindo forças diariamente na Faixa de Gaza, fazendo muitas vítimas.
De qualquer modo, vale a pena tomar conhecimento dos pontos que seriam discutidos na reunião de 27 e 28 de novembro, em Annapolis:
1) Criação de um estado palestino;
2) Fronteiras palestinas com as colônias judaicas;
3) Jerusalém;
4) Refugiados;
5) Controle de água;
6) Reconhecimento do Estado judeu;
7) Calendário para um acordo de paz.
Há mais notícias nos sites, se você quiser se inteirar melhor do assunto. Eu coloquei no google uma chamada “Palestina em Annapolis” e apareceram os sites que interessavam.
Na próxima segunda-feira tem mais. Até lá!
blogqueéquasediário // témerececomentário
|
|
||||
|
||||
|
||||