BOAS FESTAS ! ! !
Caros Amigos,
Meus agradecimentos pelo apoio recebido ao longo deste ano de 2007. O blog recebeu mais de duas mil visitas, nesses quinze meses de existência.
No próximo ano tem mais. Venha comigo!
Que 2008, como uma grande vela virtual, aqueça seus desejos, alegrias, ilusões, frustrações, fantasias, realizações – muitas, muitas realizações.
Com carinho,
Marga Moura Egypto
Chega hoje ao fim minha série de artigos sobre o fundamentalismo religioso do Islã. Tema complexo, cheio de meandros, de ângulos novos que se abrem a cada discussão, difícil de se enfeixar em duas ou três conclusões. Aprendi pouco sobre ele. Li bastante, acompanhei o que traz a mídia, em revistas, jornais e Internet, mas, ainda assim, sinto que fiquei devendo.
Desconfio que foi um número pequeno de pessoas que me acompanhou nestas semanas em que me dediquei ao tema. Talvez os leitores achem que é um assunto distante do nosso cotidiano, e talvez, também, porque a mídia anda falando demais em temas religiosos, hoje em dia, e as pessoas estejam cansadas disso. A enxurrada de publicações a respeito da existência de Deus, de ser ateu ou agnóstico, de ser católico, mas não seguir as regras ao pé da letra... a verdade é que Deus está muito presente em cada pessoa e nosso imaginário judaico-cristão está carregado de imagens, desejos, medos, aflições, respeito, indagações e muita, muita reza, para que Deus ilumine os caminhos e cure as pessoas que estão doentes. Outro dia, vi uma senhora pedindo que Deus levasse seu marido, porque estava sofrendo muito, mas isso foi objeto de repúdio, por parte de algumas pessoas, porque não se pode pedir a Deus que mate, só que cure...
Mas uma coisa é se ter uma tradição judaico-cristã e outra, muito diferente, é pretender conhecer e estudar o Islã. Principalmente para nós, que estamos do lado de cá, que pertencemos ao mundo dito Ocidental. Se pudermos nos esquivar, ignorar, deixar de lado, passar por cima... é conosco mesmo!
O fundamentalismo religioso não é apenas muçulmano. Muito pelo contrário. O Papa Bento XVI esteve recentemente aqui no Brasil e fez uma pregação de caráter moral, pra ninguém botar defeito, dizendo-nos o que devemos e o que não devemos fazer. Esse é um dos aspectos que mais chamam nossa atenção, quando se trata de fundamentalismo. Perceber que há pessoas que sabem mais do que as outras, porque já viram, já passaram por isso, ou são iluminadas, ou porque tiveram o êxtase ou porque já subiram aos céus e voltaram – e constatar que elas sempre sabem o que é bom para os outros, que os outros nunca sabem o que é melhor para si, porque elas já determinaram o que é que eles devem fazer – isso é muito irritante. Essa postura de donos da verdade, de conversores dos infiéis, de ditadores de regras para o mundo todo é uma atitude que deveria ser repudiada por todos nós, por aqueles que tivessem a coragem de enfrentar, de recusar viver sob tais determinismos.
Fundamentalismos religiosos e políticos, sociais e econômicos. Fundamentalismos culturais. A civilização e a barbárie – mas, afinal, quem são os bárbaros: os romanos, que destruíram os cartagineses, ou os visigodos, que construíram Toledo? Os norte-americanos, que arreganharam as portas do Iraque para todos os tipos de problemas, ou os muçulmanos que jogaram bombas em Nova York?
No próximo ano, novas reflexões sobre política internacional. Venha comigo!
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
A ERA BUSH

Chega hoje ao fim o tempo que eu havia dedicado para escrever sobre a Era Bush. Valeu! Li vários artigos sobre o que acontece atualmente nos Estados Unidos, conversei com os leitores sobre os problemas que eles levantaram e me dei conta de que eu estava iludida à toa com o prognóstico de que o Império poderá estar perto do fim – pois me dei conta de que ele será, facilmente, substituído por outro, tão ou mais poderoso do que o norte-americano que parece oprimir o mundo todo.
Ontem, eu estava lendo sobre a maneira como se instalou o Estado de Israel, na Palestina, em 1948, as manobras da diplomacia, os contratos escusos feitos por baixo do pano, as promessas que nunca pensaram em cumprir e as tomadas de decisão entre as autoridades francesas, inglesas, árabes, sionistas, alemãs, otomanas – e quantas outras, no meio do caminho. O imperialismo britânico era fortíssimo, naquela época, mas foi gradativamente cedendo espaço aos Estados Unidos, que após a II Guerra Mundial se firmaram como grande potência.
Quando você lê Todos os Homens do Xá, de Stephen Kinzer, e vê a maneira como Mossadegh, no Irã, nos anos de 1930 a 50, lutou feito um leão para preservar a identidade do país, sua independência, seu direito de negociar de igual para igual com as grandes potências, a necessidade de valorizar o trabalho do pessoal que lidava com o petróleo, e saiu derrotado, você compreende melhor por que não se trata, simplesmente, de descrever a Era Bush e, sim, de entender as tramas que se urdem por detrás e pelos cantos, aos cochichos; os tratados que se assinam em segredo; e, acima de tudo, a cobiça que leva os homens do poder a quererem para si o que é dos outros, nem que para isso seja preciso matar, estuprar, destruir, aniquilar um país, uma nação, um povo, uma etnia.
Quando você lê Genocídio, de Samantha Power, e vê a maneira como ela descreve os embates na diplomacia para se fazer incluir a palavra genocídio em determinados textos – e a recusa dos poderosos em aceitar isso – é muito, muito revoltante.
A era Bush vai passar. Virão outros presidentes – ou, talvez, pela primeira vez, uma presidente mulher. Melhorarão as circunstâncias, as promessas, as ajudas, as trapalhadas, ou continuarão explorando e impondo-se pela força, até a ruína e queda de seu próprio império?
No próximo ano, novas reflexões sobre política internacional, neste blog. Venha comigo!
margamourablogadora // rimatambémcomescritora
Olá, Mago Merlin,
Estou lendo seu comentário no meu blog, de 14 de novembro último, e me parece que não lhe dei uma resposta.
Você tem razão, o problema cultural é incrível. As populações constroem seus próprios valores, crenças, idéias, sentimentos e modo de vida, interagindo tanto com os fatores de dentro da comunidade quanto em reação ao que recebem do exterior. Talvez seja por isso que se vejam os árabes/muçulmanos dando diferentes contribuições à sociedade, ao longo dos tempos: criativos, cientistas, excelentes na conservação do legado greco-romano que chegou ao Ocidente por suas mãos, naqueles tempos da Espanha, por volta dos séculos X a XIII; e, centenas de anos depois, de mãos amarradas, cerceados pelo colonialismo europeu. Realmente, são mudanças de pensamento, de modo de agir, de crenças religiosas, que tanto influenciam o mundo ao redor como são afetadas por ele. E agora? Qual a influência virá a ser mais forte: a do Ocidente, querendo vencer, de qualquer maneira, ou a do Oriente, que vem com tudo para cima de nós? Eu, pessoalmente, acredito que só uma mudança de dentro para fora, tanto em uma parte quanto em outra do mundo, poderá trazer uma melhoria para as nações. Fora isso, periga de o ódio e o desejo de vingança provocarem reciprocamente uma grande matança.
Um abraço,
margamouraescrevinhadora
Alberto chega hoje ao final de seu relato. Desde meados de 2006, ele vem conversando com os leitores do blog a respeito da importância das relações interpessoais. Agora vêm a parte final e o Epílogo. Alberto (e eu) esperamos que você, leitor, tenha tirado proveito desses capítulos que se apresentaram aqui, de forma resumida, do livro “Como as Relações Interpessoais Afetam o Desempenho”, de Marga Moura Egypto.
Por tudo o que se disse, fica demonstrada a importância das relações interpessoais na empresa, nas ações de todo dia, na forma como as pessoas se dão. Dependendo da direção que tomem suas idéias, sua postura, seus valores e crenças, os negócios saem ganhando ou perdendo, pois aí influirão diretamente as simpatias e as antipatias, as maledicências, o ciúme e a competição, o controle ou o descontrole emocional, tudo aquilo de que um bom projeto precisa para ter êxito ou naufragar. Sempre que algo não der certo, deve-se procurar na área das relações humanas se não estaria aí provavelmente a metade ou mais da metade das razões que se andam buscando.
As empresas que conseguem prevenir conflitos na área das relações humanas demonstram grande tino administrativo. Porque é muito mais fácil trabalhar preventivamente do que depois tentar resolver os conflitos surgidos.
Epílogo – Hoje é aniversário de Salomão. Ele completa 80 anos. Vai haver uma grande festa num bufê da rua Oscar Freire.
Ele está todo contente. Resolveu que agora se aposenta definitivamente. Resolvi imitá-lo e tomei minha decisão irrevogável: também vou aposentar-me. Para mim, seria muito difícil continuar na Consultoria e não ter por perto a figura de Salomão, afável, gentil, sorridente, compreensivo, além de que também já trabalhei bastante a vida toda e chega um tempo em que o homem deseja uma coisa diferente.
Bem, se a questão era sentir-me próximo de Salomão, não preciso preocupar-me, pois ele pretende mudar-se para seu sítio, na Aldeia de Carapicuíba, e convidou-me para ir lá passar uns tempos com ele. Quer minha ajuda para escrever um livro.
E sobre o que será seu livro, Salomão? Sobre minhas memórias. Um homem, aos 80 anos, tem o direito de escrever suas memórias. Claro, sem dúvida! E eu também quero um livro, só que já o tenho pronto. Não me diga! E sobre o que é o seu? Sobre as relações humanas na empresa. Vai chamar-se Como as Relações Interpessoais Afetam o Desempenho.
No próximo ano, novos artigos sobre temas para reflexão. Venha comigo!
blogqueéquasediário // témerececomentário
Caros Amigos,
Meus agradecimentos pelo apoio recebido ao longo deste ano de 2007. O blog recebeu mais de duas mil visitas, nesses quinze meses de existência.
No próximo ano tem mais. Venha comigo!
Que 2008, como uma grande vela virtual, aqueça seus desejos, alegrias, ilusões, frustrações, fantasias, realizações – muitas, muitas realizações.
Com carinho,
Marga Moura Egypto
|
|
||||
|
||||
|
||||