FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

Muito interessante o artigo de Contardo Calligaris, na Folha de São Paulo de 25 de outubro passado.  Intitulado Infiel, ele escreve sobre Ayaan Hirsi Ali. É que a Companhia das Letras acabou de lançar o livro, Infiel – a história de uma mulher que desafiou o Islã, escrito por Ayaan.  A autora nasceu na Somália, um país muçulmano, em 1969, passou por uma série de adversidades na infância e na adolescência e, finalmente, fugiu para o Ocidente.  Na Holanda, tornou-se cidadã e, logo depois, foi eleita deputada.  Por sua história e pela coragem de suas palavras, ela continua sendo alvo de um fanatismo assassino.

 

Seu nome se vincula também, sem querer, ao assassinato e degolação de Theo Van Gogh, holandês, que dirigiu um documentário escrito por Ali, sobre a submissão da mulher no Islã.  Foi morto por um fundamentalista islâmico, que lhe cravou no peito uma mensagem para Ali, perguntando se ela estava disposta a morrer por suas idéias, como ele, o assassino, estava pronto a se sacrificar pelas suas. Eu me lembro de ter lido, na ocasião, que a morte de Theo abalou Amsterdam, um crime inusitado, uma crueldade sem limites.

 

O interessante do artigo de Contardo é a reflexão que ele faz, em termos de futuro, a partir do que leu no livro.  Todos nós, eu inclusive, estamos pensando que precisamos ampliar nossa capacidade de tolerância para entender o Islã, para nos aproximar dos muçulmanos, para conviver com eles de maneira mais harmônica.  No entanto, a autora diz que os muçulmanos terão que rever suas crenças e doutrinas, suas idéias e seus sentimentos, de dentro para fora.  Isso porque está tudo escrito no Alcorão.  Será preciso, então, nova interpretação das palavras do Profeta, ao longo desses séculos todos, para que se mude a maneira intransigente de pensar. 

 

E eu acrescento que, nisso consiste, exatamente, o fundamentalismo religioso muçulmano: tentativas de reinterpretar o Alcorão já foram feitas, no passado, e as figuras mais intransigentes e de grande autoridade o impediram.  Vocês se lembram de que, ainda na semana passada, eu falei de uma frase que dizia que o Islã já nasceu terrorista?  Bem, agora, fica aí a indagação: conseguirá o Islã dar a volta por cima, rever-se, ensinar coisas diferentes nos sermões das sextas-feiras e a suas crianças que não seja o ódio ao infiel?

 

Na próxima sexta-feira, outras reflexões sobre o fundamentalismo religioso.

 

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A ERA BUSH

Outro dia, um amigo me perguntou por que escolhi A ERA BUSH como um dos temas do meu blog. Refleti sobre isso e preparei esse pequeno texto, hoje, para explicar ao leitor porque esse assunto me mantém tão mobilizada.

 

Em primeiro lugar, pela forma como W. Bush venceu a eleição de 2000, deixando para trás um rastro de incertezas, um gosto de falsidade na boca, uma forma estranha de vencer as eleições, ocasião em que tanta gente disse que os resultados de vitória haviam sido forjados.  Sem falar no fato de que seu irmão era o Governador da Flórida, na ocasião.

 

Depois, logo veio o ataque terrorista do 11 de setembro, em que as atitudes de W. Bush, embora aparentemente satisfatórias, pois sua credibilidade subiu vários pontos junto à população, deixaram bastante a desejar, seja nos dias seguintes ao atentado, em que a apuração dos dados foi prejudicada pelas próprias autoridades do governo, seja pelo fato de que não se viram as forças armadas saírem em busca de bin Laden, conforme prometido, e, sim, terem dado demonstrações de estarem mais interessadas em destituir o Talebã e, poucos meses depois, invadir o Iraque e destituir Saddam Hussein do poder. 

 

Em seguida, a imposição, por parte do governo de W. Bush, de uma série de medidas restritivas das liberdades, do significado de democracia, de aumento do endurecimento das autoridades, tudo em nome da perseguição ao terrorismo, como se evidenciou pela implantação do Ato Patriótico (ou que nome tenha tido o documento que passou a vigorar).

 

Ainda, como se tudo isso não bastasse, as mentiras de W. Bush e seu parceiro de guerra, Tony Blair, tentando provar junto ao Congresso norte-americano  que havia armas atômicas, biológicas, perigosíssimas, no Iraque, até obterem a aprovação para invadir aquele país, mesmo sem o consentimento das Nações Unidas e sem o aval de países como a Alemanha e a França.  Deu no que deu.  Veio à tona que os motivos tinham sido forjados, não se encontraram as referidas armas escondidas por Saddam Hussein e os Estados Unidos e suas forças de coalizão está lá até hoje, atolados, encalacrados, buscando uma saída honrosa.

 

Haveria mais para falar sobre o governo de W. Bush.  Embora eu tenha insistido aqui neste espaço em que ele não governa sozinho, mas de que há um sistema de pensamento, de crenças, de sentimentos, que constituem suas visões de ser humano e de mundo, W. Bush encarna bem demais a figura do líder, daquele que conhece essas crenças e esse código de conduta e o interpreta ao pé da letra, sem sequer demonstrar algum tipo de senso crítico, tão necessário em certas horas de decisão.  Por tudo isso, a ERA BUSH.

 

Na próxima quarta-feira, novas reflexões sobre A ERA BUSH.  Venha comigo!

blogqueéquasediário // témerececomentário

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Alberto está compartilhando com os leitores algumas experiências profissionais, ao longo de sua carreira.  Hoje, ele dá dicas para melhorar as relações interpessoais.

  

Do atendimento ao cliente

Dê preferência à pessoa que chegou

Experimente interromper a ligação ao telefone e pergunte ao cliente o que ele deseja. Depois, procure desligar o telefone o mais rapidamente possível.  Afinal, o cliente se deslocou até a empresa e está aí, diante de você!

 

Evite conversar ao telefone na frente do cliente

Nem sempre a conversa ao telefone é importante.  Quando o cliente percebe que o atendente nem desliga o telefone e nem fala de coisas importantes, tem vontade de deixar a loja sem comprar nada.

 

Evite chamar a atenção de seu colega na frente do cliente

Expressar seu descontentamento com o colega atendente num tom que possa ser ouvido por outros deixa o cliente mal-impressionado.  Chame seu colega de lado, sem que os outros precisem perceber.

 

Demonstre que o cliente é importante

Pela maneiras gentis com que você atende, o cliente sente-se acolhido. 

 

Sorria, ao telefone!

É possível perceber, pelo telefone, se o atendente está de bom humor, estressado ou fumando.  Mais vale, portanto, atender sorrindo.

 

Na próxima segunda-feira, novas dicas de Alberto para melhorar as relações interpessoais.  Venha conosco!

margamourablogadora // rimatambémcomescritora

Saudações

Ei, Dedeka,

Gostei de ver você de novo no meu blog.  Então, gostou dos exemplos que o Alberto dá, quando fala com a platéia, num curso ou conferência?

É isso aí, volte sempre, com sugestões e questionamentos.  Um abraço,

margamourablogadora




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