ERA BUSH

Eu gostaria muito de saber o que se passa na cabeça de W. Bush.  É incrível a sensação  de desconfiança que ele me passa! Como disseram vários repórteres e autores que escreveram sobre ele, parece que está sempre metido em trapalhadas.  Antes de assumir a presidência, por exemplo, os relatos são de que foi proprietário e passou adiante, por várias vezes, empresas relacionadas com a extração de petróleo, aparentemente com prejuízo, mas sempre com dinheiro no bolso.

Hoje amanheci pensando no livro de Thierry Meyssan a respeito dos ataques de Nova York e Washington.  Ele disse que o 11 de setembro foi uma farsa, que as coisas não se passaram como a gente pensa e que, acima de tudo, não caiu um avião no Pentágono.  O livro foi muito criticado na França, seu país de origem, e, posteriormente, nos vários e muitos países em que foi publicado.  Se você procurar na Internet por Thierry, irá ver sucessivas reportagens em que aparece como charlatão, falso, criador de organizações que não são sérias -- e outros xingamentos semelhantes.  No entanto, quando você lê seu relato sobre o não-avião que não-caiu no Pentágono, você se inclina a concordar com ele.  (Embora, posteriormente, ele também não se dê ao trabalho de dizer o que foi feito do avião que sim se diz que caiu no Pentágono...).

Tenho uma desconfiança em relação ao que ocorreu de fato naquele 11 de setembro -- e penso que não seja só eu.  A figura de W. Busch passa uma sensação de quem está inventando, maquiando a realidade, torcendo algum fato.  Mas, verdade seja dita: eu não disponho de provas a esse respeito, são só sensações.

Eric Hobsbawm, um historiador que completou 90 anos em junho passado, deu uma reportagem exclusiva à Folha de São Paulo, a respeito de um livro que está acabando de lançar.  Lá, entre outras coisas, diz que o império norte-americano não ficará para sempre.  Há muitas nações que se destacam, hoje em dia, e os impérios do passado caíram, como esse também cairá.  Concordo com ele.

Na próxima 4a. feira, mais informações e reflexões sobre a Era Bush.  Venha comigo!

margamourablogadora // rimatambémcomescritora

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Alberto está compartilhando com o leitor suas experiências enquanto Presidente de CIPA, naquele ano em que resolveram realizar uma SIPAT Renovada.

 

Três gerentes deram início às atividades da SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho. Cumprimentaram os empregados, falaram de suas expectativas de redução de acidentes e deram o evento por iniciado.  Auditório lotado de empregados e clima de festa. Cabendo-me a palavra, propus que a CIPA mudasse seu enfoque tradicional sobre o acidente e passasse a salientar a importância da prevenção.  E, por conta disso, cantamos uma quadrinha singela, ensaiada ali mesmo. Duas vezes e aplaudimos. Uma delícia.

Perguntei o que se entende por prevenção: “É prestar atenção no trabalho”, “é parar de beber” (risadas), “é tomar cuidado”, “é usar camisinha!”, gritou um gaiato, lá no fundo. “É isso também!”, complementei aqui na frente. Todos riram e propus que “prevenir acidentes é identificar os fatores de risco no ambiente de trabalho e eliminá-los, minimizá-los ou proteger-se deles”. Dei vários exemplos e anunciei que assim seria a SIPAT daquele ano: realizada pelos empregados da empresa, várias equipes iriam contar o que fazem, quais são os riscos e como se protegem deles. E encerrei ao som do violão de dois trabalhadores, enquanto a primeira equipe se apresentava.

Reconheço que foi uma loucura o trabalho que deu realizar uma Semana como aquela. Mas a alegria e a satisfação dos empregados foram maiores ainda. Os conferencistas que anualmente buscam converter os fumantes e os alcoolistas ou trazem aqueles vídeos ensangüentados de batidas de carro no trânsito foram substituídos pelas peças de teatro elaboradas e representadas pelos próprios empregados, enquanto uma platéia de colegas e interessados se comprimia nos bancos para assistir. Um grupo dramatizou um gerente completamente desinformado e outro apresentou, ao som de pandeiro e violão, uma paródia sobre Segurança.

Foram cinco manhãs assim.  Funileiros, marceneiros, secretárias, almoxarifes, mensageiros e motoristas. Da telefonia e da informática. Alguns gerentes vieram ver seu grupo representar.  Outros vieram ouvir seu grupo falar sobre os riscos no ambiente de trabalho. Um Técnico de Segurança relatou um acidente que sofreu por não ter examinado primeiro os riscos a que estava exposto.

O final se adivinha: foi uma ovação só.  Sobravam cumprimentos para todos os lados e havia um sentimento generalizado de que aquela empresa ainda não havia visto uma SIPAT assim. Agradeci aos meus colegas, aos cipeiros, aos amigos da CIPA, aos da Segurança e Medicina do Trabalho, aos gerentes, aos músicos, aos artistas amadores, a todos os que passavam ao alcance de minha mão, e nos preparamos para entregar o mandato: no final do ano, iria assumir a presidência da Cipa a Gerente do Almoxarifado, que nos prometeu empenhar-se em dar continuidade ao trabalho iniciado.

Veja, leitor, foi muito gratificante.  Mas o segredo, como sempre, esteve mais no processo do que no conteúdo.  Sem a união e a cooperação conjugadas, sem o empenho e o interesse nas atividades, não teria sido possível fazer o que se fez.  Deu trabalho!  Mas a satisfação foi muito grande!

 

Na próxima segunda-feira, mais informações sobre as relações interpessoais.  Venha comigo!

margamourablogadora // rimatambémcomescritora




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