SAUDAÇÕES

Oi, Beth,

É muito bom recebê-la aqui no Blog, depois de tanto tempo.  Você fez falta!

É isso aí.  Entre um assunto e outro, vou aprofundando alguns temas, lendo alguns livros, aprendendo um pouco mais.  Esse fundamentalismo religioso me deixa doida, uma vez que o assunto tem vários ângulos e às vezes nem sei por onde começar.  Já falar da Era Bush tem sido mais fácil, pois os temas e as ocorrências por lá se sucedem com tal velocidade, que às vezes tenho até três assuntos para comentar.  Mas não cabem no meu espaço, que é exíguo.

Um grande abraço,

margamourablogadora

FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

Ámós Oz tem a minha idade. Nasceu na Palestina, em 1939, filho de pais que se mudaram para lá a convite do movimento sionista.  Seus avós tinham vivido na Polônia, mas se mudaram para Haifa em 1934.  Amós cresceu em meio ao conflito de instalação do Estado de Israel e das disputas e guerrilhas instaladas entre os que chegavam da Europa e os da Palestina, que já viviam ali.  Sem contar que eram tempos de dominação britânica, de modo que ele ainda se lembra de, em menino, ter atirado pedras nos soldados britânicos, exigindo que eles voltassem para suas casas.

 

Hoje ele é escritor e um ardente defensor de que a Palestina se divida em dois Estados, de tal maneira que tanto os judeus-israelenses, quanto os árabes-palestinos possam ter suas casas.  Ele faz uma comparação interessante: não se tratará do final da guerra, onde haverá um vencedor e um perdedor, mas muito mais um divórcio entre um casal que se separa – só que continuarão a viver na mesma casa, por sinal, um apartamento bastante pequeno. Assim, terão que decidir sobre quem fica com o quarto A e quem fica com o quarto B, que uso darão à sala de estar.  O problema talvez sejam a cozinha e o banheiro.  Provavelmente, farão suas refeições repartindo a cozinha... E vai por aí afora, nessa constatação de que a Palestina é hoje um território muito pequeno e terão que fazer a partilha com bom senso e diplomacia. A partilha da cidade de Jerusalém é um quesito importantíssimo – e aí, também, terão que se entender muito bem, para poderem viver juntos, em paz, e cessarem essas guerras que parecem não ter fim.

 

Amós é autor de vários livros, mas eu tenho em mãos o que se intitula: “Contra o Fanatismo”, publicado pela Ediouro, em 2004.  Trata-se de conferências elaboradas para o Fórum de Literatura da Universidade de Tübingen, na Alemanha, onde o autor atuou como professor convidado, em 2002.  Aqui ele fala que fanático é um lunático, que acha que os fins justificam os meios.  Ele considera que o fanatismo está, com freqüência, intimamente relacionado a uma atmosfera de desespero profundo.  Quando não se vê nada além da derrota, da humilhação, da indignidade, é fácil recorrer-se a formas variadas de violência desesperada.

 

Entre as formas de se lidar com o fanantismo, ele propõe que os moderados saiam de seus esconderijos e exerçam sua influência. Mas é preciso que seja instaurada uma esperança concreta de condições melhores e de resolução dos problemas.  Só então a desesperança e o desespero poderão recuar e o fanatismo ser contido.

 

Na próxima 6ª. feira, mais informações e reflexões sobre o fundamentalismo religioso.  Venha comigo!

 

blogqueéquasediário // témerececomentário

A ERA BUSH

 

Logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, a cúpula dos Estados Unidos começou a fazer planos para invadir o Iraque, o que pareceu estranho, quando se esperava que as baterias fossem todas assestadas sobre o Afeganistão e a caça a bin Landen.  De fato, o Afeganistão foi invadido ainda em 2001 e o ano de 2002 passou-se entre inseguranças, antraz enviado pelo correio, muita discussão,  muito medo, medidas severas contra o terrorismo e planos do governo para invadir o Iraque.  Os Estados Unidos para isso não contaram com a adesão nem da França, nem da Alemanha, nem da Rússia, nem da ONU, mas receberam a solidariedade de Tony Blair, então primeiro-ministro da Inglaterra e, em março de 2003, o Iraque foi invadido pelas forças de coalizão, Saddam Hussein capturado poucos meses depois e a entrada triunfal dos Estados Unidos em Bagdá.

 

Os motivos explicitados para isso foram a certeza de que Saddam Hussein escondia armas nucleares e que não queria deixar que os inspetores da ONU entrassem lá.  Falava-se abertamente que Saddam era um tirano e merecia cair.  Mas foi obter a aprovação do Congresso e todos nós já ficarmos sabendo que aquelas denúncias eram mentirosas.  Nunca se comprovou nada a respeito do arsenal de armas escondido pelo Iraque.  E nem a entrada das forças aliadas foi tão triunfal quanto se chegou a pensar, pois o que parecia uma batalha praticamente ganha, com a queda do ditador, tornou-se uma guerra de guerrilhas, com a participação dos insurgentes iraquianos, apoiados por forças religiosas, contingentes de lutadores que chegavam da Europa, da África, da Ásia, pessoas dispostas a morrer nessa guerra que tinha tantos motivos escondidos para acontecer. Saddam Hussein fugiu de Bagdá e, meses mais tarde, foi encontrado, preso, julgado e levado à forca, em dezembro de 2006.

 

E nisso estamos até hoje: o Iraque arrasado, depredado, vilipendiado, já não tendo mais onde pôr tanta gente morta, homens, mulheres, velhos, crianças, militares, civis, religiosos – e que sei eu!

 

Agora, em pleno setembro de 2007, Alan Greenspan, que trabalhou ao lado de W. Bush durante tantos anos, publicou um livro nos Estados Unidos, que está saindo no Brasil como A Era da Turbulência – Aventuras em um Novo Mundo, pela Campus. Greenspan comandou o Banco Central norte-americano de agosto de 1987 a janeiro de 2006, quando se aposentou, e nesse livro ele deu uma declaração de que o  governo de W. Bush se envolveu numa guerra no Iraque por causa do petróleo.  Mais tarde, ele tentou esclarecer que não foi exatamente isso o que quis dizer – e sim que a derrubada de Saddam Hussein era essencial para garantir a oferta de petróleo ao mundo e que, se lhe perguntassem se o país tinha feito bem em derrubar Saddam, ele diria que foi essencial.  Mas todos eles se desmentem depois, de alguma maneira, não é mesmo?

 

Na próxima 4ª. feira, mais informações e reflexões sobre a Era Bush.  Venha comigo!

 

blogqueéquasediário // témerececomentário

RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Alberto está relatando suas experiências como Presidente de CIPA.  Interessado em renovar as cabeças em relação ao tema da Segurança do Trabalho, relata os passos dados pelo grupo para obter maior envolvimento.

                                                                                          

Promover uma SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho significa obter o maior envolvimento possível do pessoal da empresa.  E descobrimos que isso seria conseguido por meio de uma Gincana, própria para preparar os passos para uma SIPAT organizada pelos próprios trabalhadores: na medida em que cada grupo identificasse em seu ambiente de trabalho os riscos de acidentes e propusesse formas de lidar com eles, eliminando-os ou minimizando-os, a SIPAT poderia ser realizada pelos próprios empregados, sem ser preciso trazer conferencistas de fora. Divulgada por meio de cartazes e no refeitório, com a participação dos empregados violonistas e cantores, foram todos convidados a formar subgrupos e inscrever-se na Gincana.  Formaram-se vinte e um grupos, envolvendo cerca de cento e quarenta empregados.  E os gerentes, que habitualmente não se interessam muito por esse assunto, começaram a acompanhar a mobilização dos grupos.

Era um sucesso!      Sabe o que é isso, leitor? Significa que a Segurança do Trabalho é uma área que interessa pouco e por ela se passa ao largo.  Porém, com estímulo e acompanhamento, revela sua real dimensão: importantíssima.

 

Criamos cinco tarefas diferentes, que foram digitadas, impressas e postas nos respectivos envelopes, distribuídas uma vez por semana entre os grupos de participantes, pelos cipeiros e Amigos da CIPA. Como a Gincana visava a preparar os dados de apresentação na SIPAT, além de criar um clima prévio de envolvimento dos trabalhadores, a metodologia tinha em vista que todas as equipes pudessem concorrer até o fim – e duas dentre as cinco tarefas pediam justamente os dados sobre os riscos no ambiente de trabalho. Três equipes deixaram de entregar a terceira folha de resposta, mas as dezoito restantes foram até o fim.  Os trabalhos de sete grupos foram julgados como os melhores e, ao final, três equipes foram premiadas. Mas todas receberam um pequeno prêmio pelo empenho e participação.

Só quem viveu uma experiência dessas pode aquilatar a correria que foi a realização dessa Gincana, mas resultou em uma oportunidade muito rica de trabalho em grupo.

 

Os gerentes estavam acompanhando essa movimentação com vivo interesse – e a prova disso foi que, ao lhes enviar uma circular, agradecendo seu apoio e solicitando que liberassem dois empregados de cada subgrupo da Gincana para uma reunião sobre a SIPAT, o auditório da empresa estava lotado.  Vieram da serralheria, da solda, da cozinha, da gráfica, dos office-boys, dos motoristas, da informática, do grupo de secretárias. Foi um sucesso!

 

Agora, era saber aproveitar esse entusiasmo despertado e canalizá-lo para a realização da SIPAT.  E foi o que continuamos a fazer.

 

Na próxima segunda-feira, Alberto irá relatar como foi a SIPAT sob sua gestão como Presidente da CIPA.  Venha conosco!

 

blogqueéquasediário // témerececomentário




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , SAO PAULO , JARDIM PAULISTA , Mulher , Portuguese , Spanish , Livros , Games e brinquedos

 
Visitante número: