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Blog da margamoura


C0NHECER A COLÔMBIA

 


 

 


Foi muito bom sair do Brasil por quinze dias e ir conhecer a Colômbia, na América do Sul, que, afinal, não vinha sendo procurada para turismo principalmente por causa da atuação interna das FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, também conhecidas como o Exército do Povo, um grupo comunista de guerrilha urbana, interessado em implantar o socialismo naquele país.  Agora, porém, que a atuação das FARC tem sido menor nos últimos anos e que o presidente Juan Manuel Santos firmou um tratado de paz com o grupo, a Colômbia parece apaziguada e já se percebe um aumento no número de turistas estrangeiros que visitam o país.

 

Começamos nossa viagem por Cartagena, a simpática cidade colombiana que conserva seu centro histórico cercado por uma muralha. Aí se encontram museus, igrejas, universidades, restaurantes e várias ruas estreitas para se passear, visitar, conhecer, explorar.  Seguindo-se na direção do mar que banha uma parte dessa muralha, sai-se mais adiante em uma avenida moderna, a avenida de San Martín, onde estão os centros comerciais, os restaurantes, as lojas.  O cardápio em toda a cidade é composto de peixes, mariscos, langostines e camarões.  Recomendamos uma visita especial ao Café Juan Valdez, um ambiente muito agradável, um café preparado ao gosto do freguês e uns doces maravilhosos.

 

 


San Andres é uma ilha também recheada de turistas, com uma praia central de água muito mansa, boa para se brincar, sem perigo.  Já nosso quarto – bem como todo o hotel -- estava imerso em pleno mar, numa construção incrível, que a gente custa a entender.  Você se senta na varanda e observa tudo o que acontece no mar, a sua volta.

 

Bogotá, por outro lado, é uma cidade grande, que nos faz lembrar São Paulo.  Como está a 2500 ou 2600 metros acima do nível do mar, a respiração fica bem dificultada, o que, porém, não impede que a gente visite o centro histórico, a Quinta de Bolívar, a catedral e o Museu de Ouro, ou, ainda, a Catedral de Sal, na vizinha cidade de Zipaquirá.

 

Porém, é preciso mencionar também que o furacão Otto ia passar por San Andres e atrasou em um dia nossa viagem para lá, que Fidel Castro morreu e mobilizou a televisão colombiana por vários dias e que, finalmente, estando em Bogotá, fomos atingidos duramente pela notícia da queda do avião da Chapecoense.  Mas sobrevivemos!  Um belo passeio, uma bela forma de passar quinze dias fora do país, um belo refresco para quem estava só trabalhando e tomando providências, como nós.  Mas é extremamente gratificante sentir-se em casa, de novo!

 

ESTAREI DE VOLTA NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA.  VENHA COMIGO!

MargaMourablogueiraduradoura



Escrito por margamoura às 10h45
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A COMOÇÃO QUE TOMOU CONTA DO BRASIL

 


Na noite de segunda-feira última, caiu na Colômbia um avião que levava um clube de futebol brasileiro, de Santa Catarina, a Chapecoense, para disputar na quinta-feira à noite a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Era fim de noite, na Colômbia, mas início da madrugada de terça-feira, no Brasil, devido à mudança de fuso horário.

 

Em um grupo de 75 ou 80 pessoas, sete saíram vivas da aeronave.  Faleceram membros da tripulação, dirigentes e jogadores do clube de futebol e 22 jornalistas.  O clima dentro do avião tinha sido de euforia, porque ia ser a primeira vez que a Chapecoense, um time em ascensão, iria participar de uma final internacional de campeonato.  O presidente do clube era o dinâmico empresário Sandro Pallaoro, que vinha erguendo as finanças e o desenvolvimento técnico do clube desde 2009.  O técnico do time era Luiz Carlos Sarolli, mais conhecido como Caio Júnior, que estava à frente da equipe há apenas cinco meses.

 

Salvaram-se algumas pessoas que estavam no voo, mas uma ou duas delas que saíram com vida vieram a falecer no hospital.  Um técnico de voo, boliviano, usou corretamente os procedimentos aprendidos de segurança em emergência e saiu com vida do acidente.

 

Comoveu o país todo.  O Brasil despertou na manhã de terça-feira com a notícia da queda do avião e foi um mal-estar generalizado.  Se as quedas de aeronaves, em si, já são traumatizantes, o que não se dirá de um avião carregado de pessoas ligadas a um clube de futebol, um time inteiro, dirigentes, membros da equipe técnica, jogadores dedicados, de um clube chamado de Chapecoense, da pequena Chapecó, em ascensão, em busca de um título internacional.  Foi demais!

 

A televisão colombiana falou sobre isso no mínimo por três dias sem parar.  Aturdidos, os comentaristas tentavam entender o que poderia ter causado esse desastre espantoso, quando a aeronave já estava próxima de seu destino, o aeroporto de Medellín, faltando tão pouco para uma aterrissagem legal.  Tiveram início as especulações: teria faltado combustível para um voo correto?  Não havia combustível no próprio avião, para uma eventual reposição?  No terceiro dia, dizia-se que se tratava de uma empresa de aviação que gosta de fazer economia em seus voos e que, por isso, não traz combustível de sobra. E – o que parece o pior de tudo – o piloto seria um dos donos da aeronave.  Como é isso: uma empresa de aviões não conhece as normas básicas de segurança?  O piloto teria sido do tipo comigo não vai acontecer?

 

Quando aparece um desastre de tal magnitude, outras versões e comentários começam a surgir. Alguém contou aquela história de um piloto que, morrendo de pressa, forçou uma aterrissagem sem que a torre lhe tivesse dado autorização e se deu mal, pois outra aeronave, que ele não viu por causa da neblina, aterrissava naquele momento.  

 

Falta de manutenção em aviões, falhas técnicas de pilotagem, falta de segurança básica nos voos, falhas no equipamento humano de nossos pilotos, tudo isso são motivos para chorarmos a ausência de pessoas queridas, como fizemos na última terça-feira.

 

O Atlético Nacional de Colômbia, time de Medellín que disputaria com a equipe catarinense o final da Copa Sul-Americana, sugeriu e a CONMEBOL aceitou: a Chapecoense fica com o título do campeonato de 2016 e com todos os direitos ligados a esse prêmio.  É de gestos de solidariedade e respeito como esse que tiramos a força para prosseguir vivendo.

 

Estarei de volta na próxima quarta-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura



Escrito por margamoura às 18h57
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