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Blog da margamoura


MINDFULNESS

 


Em relação ao texto que publiquei recentemente sobre a importância do AQUI-E-AGORA, recebi uma colaboração muito boa de meu amigo René.  Sugeriu-me olhar o conceito de “Mindfulness” em Thich Nhat Hanh, o que fiz, recorrendo ao Google.

Thich Nhat Hanh é um monge budista vietnamita, poeta e ativista da paz e dos direitos humanos.  Escreveu vários livros e, dentre eles, “The Miracle of Mindfulness”, de 1975.  A tradução de Mindfulness poderia ser “mente atenta”, o que equivale ao conteúdo básico do texto que divulguei no último blog.  Diz ele que a mente sábia deve estar sempre atenta e vigilante. 

 

Ao lavar pratos, atender ao telefone ou descascar uma laranja, cada momento traz consigo uma oportunidade de se trabalhar em direção ao autoconhecimento e encher-se de paz.

 

Algumas pessoas me responderam que têm dificuldade de se exercitar no aqui-e-agora, mas se vê que é uma habilidade que, uma vez conquistada, nos enriquece.

 

Estarei de volta na próxima quarta-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura

 

 

 



Escrito por margamoura às 11h00
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LOS OJOS AMARILLOS...

 

 

Acabei de ler um livro de Katherine Pancol, em língua espanhola, vertido do francês.  “Los Ojos Amarillos de los Cocodrilos”, publicado em Madrid, em 2006.  A autora nasceu em Marrocos (Casablanca) e se mudou para Paris com sua família, quando tinha 5 anos. Formou-se em Letras, foi professora e hoje tem vários livros publicados.  Esse, que acabo de ler, foi seu grande sucesso e vendeu mais de um milhão de exemplares na França.

 

A história se desenrola como se fosse uma novela.  Katherine criou personagens consistentes, que desenvolvem seus papéis até o fim.  A mãe, rígida, o padrasto, enrolado, mas simpático, as duas filhas, diferentes uma da outra.  Os netos, os adolescentes, a amiga da mãe, tudo muito bem construído.  Então, a autora vai jogando com essas personagens, mudando das atividades de uns para as histórias de outros, num mesmo capítulo.  E o leitor vai acompanhando com interesse o que irá acontecer com cada uma delas, dado o interesse que a autora desperta, sempre criando um conflito novo.

 

Acho que ela se excede um pouco, quando entra em detalhes de fatos e histórias que não seriam necessários.  De vez em quando, uma das personagens dá uma parada e relembra sua vida anterior, as emoções que teve naquele dia ou as conclusões a que chegou.  Embora me pareçam parágrafos desnecessários, não creio que cheguem a tirar o brilho da trama tecida pela autora.

Gostei e recomendo.  Vou procurar se existe algum outro livro dela.

 

Estarei de volta na próxima segunda-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura

 



Escrito por margamoura às 11h04
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11/01/2017

 

O AQUI-E-AGORA

 

Eu já era adulta quando ouvi falar na importância do “aqui-e-agora” nas coisas do dia-a-dia.  Foi num curso de dinâmica de grupo, desses dos quais participei bastante, nos anos de 1960 e 1970.  Chamados de “cursos de sensibilização”, “socioanálise” ou “relações humanas”, eles estavam na moda e a gente aprendia a lidar melhor com as emoções.  Mais tarde, quando li que “saúde mental é você viver profundamente o momento presente, sem se dividir entre duas ou três coisas diferentes”, eu já tinha compreendido o sentido do “aqui-e-agora”.

 

Não sei se você tem o hábito de se ligar no que está fazendo.  Não sei se já percebeu a importância de viver o momento presente, em vez de se projetar no futuro, que às vezes demora para chegar.  Descobri que não podemos fazer a vida saltar dois ou três dias.  Se a festa que estou esperando ou se o encontro amoroso que adivinho vai chegar daqui a uma semana, não existe como apertar um botão e saltar esses poucos dias que me separam do evento.  Então, um bom exercício de “aqui-e-agora” pode ajudar você a viver bem e a aguentar com êxito o tempo que falta vencer.

Outra reflexão interessante tem a ver, ao mesmo tempo, com a fruição do prazer.  Se o que faço agora não é interessante nem prazenteiro, ponho minhas energias naquele acontecimento que acho que será genial, talvez daqui a duas semanas ou três meses.  Então, “salto” o que tenho pela frente e me projeto, me lanço, nos braços daquele que deverá ser “o momento” de minha vida.  Aí, de novo, é a vivência das tarefas presentes que me dará o alento de que preciso.

 

Viver o “aqui-e-agora” é esforçar-se por se concentrar e envolver-se naquilo que está sendo feito, falado ou expressado naquele momento.  Se estão contando um caso, eu ouço.  Se estamos pondo a mesa para o jantar, concentro-me no que estou fazendo.  Se estou tomando conta de uma criança, esforço-me por entendê-la, por lhe dar atenção, por distrair-me com ela.  E, se são tarefas das quais eu não gosto, este meu esforço por ficar no presente e “não fugir” dele me trará, também, aquela dose de prazer de que eu não me havia percebido.  Colocar prazer no que faço agora é diferente de ansiar pelo prazer que penso que obterei “naquele” determinado evento.

 

Quem planeja demais em relação ao futuro, certamente está saltando alguma etapa – assim como a pessoa que não se desgruda do passado, que já era.  Numa conversa sobre o que acabou de acontecer, quando as pessoas estão expressando-se com vivacidade, introduzir exemplos de vivências feitas lá fora ou no passado é boicotar a emoção que está presente naquele momento.  É verdade que, na maior parte das vezes, nós o fazemos sem perceber, é nosso inconsciente que age.  Mas, com um pouco de atenção e interesse, poderemos vencer essa dificuldade.  Viver a emoção presente.  Expressar a emoção presente.   Não fugir dela, não buscar escapes lá fora, não se aninhar no conto que leu ontem para fugir ao presente.  Mas embrenhar-se nele.  Encontrar nele o prazer que você vinha pondo no evento que ocorrerá daqui a um mês.

 

Você se surpreenderá com as mudanças que ocorrerão em sua atitude, se se dedicar a essa prática.  Mais uma regrinha de comportamento, mais um milagre ou um conselho de tia idosa?  Não, apenas uma sugestão para um novo hábito.

 

Estarei de volta na próxima sexta-feira.  Venha comigo!

MargaMourablogueiraduradoura

 



Escrito por margamoura às 15h50
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